domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
SEGURANÇA PASSIVA - Contribuição para a diminuição das consequências em caso de acidente
A partir dos anos 70, um número de governos europeus tem vindo a trabalhar com o Comité Europeu Experimental de Veículos (European Experimental Vehicles Committee- EEVC) no desenvolvimento de equipamento e procedimentos respeitantes a vários aspectos da segurança passiva dos automóveis.
No início dos anos 90 esta pesquisa resultou no desenvolvimento em grande escala de testes de colisão com o objectivo de proteger os ocupantes dos carros em caso de colisão frontal ou lateral e também um conjunto de testes complementares com o objectivo de proteger os peões atingidos pela parte frontal dos automóveis.
Em Novembro de 1996 e após a resistência de alguns países e de grande parte da indústria automóvel, a Administração Nacional Sueca das Estradas (SNRA) em conjunto com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e International Testing foram as primeiras organizações a aderir ao NCAP (programa de avaliação dos novos carros) o que resultou na formação do Euro NCAP, muito contra a grande parte da indústria automóvel que reclamava que os critérios de avaliação eram tão severos que nenhum carro conseguiria atingir as 4 estrelas quanto à protecção dos ocupantes.
Em Julho de 97, os resultados da segunda fase de testes foram publicados e a Euro NCAP foi com agrado que anunciou que o Volvo S40 tornou-se o 1º carro a conseguir 4 estrelas para protecção dos ocupantes.
Na actualidade a indústria automóvel reconhece a importância vital na segurança automóvel, quer na protecção de ocupantes, quer de peões assim como o prestígio reconhecido pelo bom desempenho nesses testes, fazendo com que os consumidores no momento de escolha tenham em conta mais este factor.
TEMPO/DISTÂNCIA DE REACÇÃO ? ? ? DISTÂNCIA DE TRAVAGEM ? ? ? DISTÂNCIA DE PARAGEM ? ? ?
As experiências vividas na estrada têm-me levado a observar que, o tempo de reacção de cada condutor ou peão demora a reagir a uma súbita alteração do ambiente rodoviário, pode ser aumentado por vários factores. Verifica-se que existem condutores que são mais rápidos a responder a certas situações, do que outros; assim o tempo de reacção é o tempo que decorre entre a identificação de um estímulo e o momento em que o condutor inicia a resposta a esse estímulo, accionando o respectivo comando do veículo.
É frequente ter a sensação de reagir instantaneamente, ora entre ver e o agir num condutor, em situação e condições normais, decorre mais ou menos um segundo. É pois, o tempo necessário para detectar um estímulo através da visão ou audição, e identificar, prever e decidir qual a resposta adequada.
Ora o tempo de reacção depende sobretudo do estado físico e psicológico do condutor, da complexidade do estímulo ou da presença de vários estímulos. Quanto mais complexo for o estímulo maior será o tempo que se leva a reagir, o mesmo sucedendo na presença de vários estímulos ao mesmo tempo. Nesses estímulos identificados, quando estes são os habituais, o tempo que se leva a reagir pode ser menor. Outros factores como: o álcool, drogas, certos medicamentos, o cansaço e sonolência, stress, tristeza ou euforia e outros estados emocionais, idade, concentração; conhecimentos teóricos, técnicos e práticos, experiência, pressa do condutor, condições ambientais adversas entre outras.
De qualquer forma, cada pessoa tem o seu tempo de reacção e consequente distância de reacção e por isso deve saber adaptar-se e viver com ele, não esquecendo que estamos a ver, pensar e agir, mas na maior parte das vezes, o tempo para isso é relativo, pois temos um veículo em movimento e que para decidir e concretizar as acções é preciso moderar ou parar se necessário, para ser efectiva a resolução do problema.
O problema coloca-se nas variações de tempo de reacção na mesma pessoa, em consequência de qualquer dos factores acima referidos, sobretudo se a pessoa não tem consciência dessas alterações. Constata-se portanto a necessidade de efectuar uma condução defensiva, não só para evitar os nossos erros, mas também para ser tolerante para com os erros dos outros, evitando assim o acidente. Ressalva ainda salientar que, para que aconteça a imobilização de um veículo, esta distância/tempo de reacção, que se pode encontrar limitada pelas capacidades de reacção do condutor; está ainda condicionada, às características e estado do veículo, da via de trânsito assim como às condições ambientais, que puderam vir a afectar uma necessária ou eficiente distância/tempo de travagem. Por esse facto, a imprevisibilidade de situações que podemos encontrar, requerem sempre uma margem de segurança na distância que guardamos dos veículos ou obstáculos precedentes e laterais, que nos permita a reacção e controlo do veículo sem ser afectado pelas reacções dos outros utentes.
O tempo de reacção, embora seja 1 segundo, aproximadamente, não se traduz numa igual distância de reacção. Para termos uma melhor noção de espaço percorrido, devemos imaginar que se o indicador de velocidade do veículo (velocímetro) fosse possível ler em metros/segundo em vez dos km/h, teríamos então a real noção da eficiência da nossa atenção, para uma atempada reacção e daríamos maior atenção aos factores influenciadores desse tempo.
40km/h=40000m
80km/h=80000m
1hora=3600segundos
40000m/3600s=11,111m/s
80000m/3600s=22,222m/s
Aproximadamente onze metros por cada segundo a quarenta quilómetros por hora ou circulando ao dobro da velocidade equivale a dizer que por cada segundo se percorrem aproximadamente vinte e dois metros.
Distâncias estas, percorridas durante o tempo de reacção do condutor de aproximadamente 1segundo. Dará assim para perceber o que é uma distracção de um segundo.
Contudo teremos que ter ainda em conta que um veículo não se imobiliza instantaneamente depois de nós reagirmos, mas sim começa a distância de travagem e que também esta é influenciável por alterações do veículo, da via, condições de aderência, condições atmosféricas e velocidade. Porém contrariamente ao tempo de reacção (traduzido na correspondente distância), a distância de travagem não goza da mesma proporcionalidade (dobro da velocidade = dobro da D.R.) em relação ao aumento da velocidade. Com o dobro da velocidade equivale quatro vezes mais distância de travagem.
Em circulação devemos por isso contar uma distância de segurança sempre superior à distância de paragem, valorizando a velocidade; todos os factores inerentes ao homem, influenciadores do tempo de reacção; distância de travagem (relação veículo, via, condições atmosféricas) e distância de segurança que deveremos manter mesmo parados. Em média a distância de segurança em circulação deve ser duas vezes a distância de reacção, ou seja, o espaço percorrido em dois segundos.
sábado, 23 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Liberdade de trânsito
Artigo 3.º
1 - Nas vias a que se refere o artigo anterior é livre a circulação,
com as restrições constantes do presente Código e legislação
complementar.
2 - As pessoas devem abster-se de actos que impeçam ou
embaracem o trânsito ou comprometam a segurança ou a
comodidade dos utentes das vias.
3 - Quem infringir o disposto no número anterior é sancionado com
coima de € 60 a € 300.
4 - Quem praticar actos com o intuito de impedir ou embaraçar a
circulação de veículos a motor é sancionado com coima de € 300
a € 1500, se sanção mais grave não for aplicável por força de
outra disposição legal.
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